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Olá Queridas!

Saiba qual a diferença entre a fome e a vontade de comer e os malefícios que uma alimentação exagerada por causar para o corpo e a saúde!

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Depois de passar 6 dias sem blogar, estou de volta. Peço desculpas por esse sumiço, mas estava organizando o BH ItHouse e na reta final tive muito trabalho e não consegui fazer pautas para vocês. Na verdade, ainda não estou no meu ritmo normal de trabalho. Por isso, trouxe hoje uma pauta pronta, mas como sabem, só publico no blog pautas que sejam realmente relevantes para vocês e para mim também.

É o caso do texto que vem a seguir. Muito interessante para qualquer idade, porém chamo atenção aqui às mulheres que estão no período de pré menopausa. Isso porque nesse momento temos um significativo ganho de peso e porque começarei em breve um reality para mostrar minha luta para perder 9 kg, nos próximos meses.

“A obesidade, doença que já atinge quase metade da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde, tem diversas causas. A relação entre a fome verdadeira e a simples vontade de comer é um desses fatores. Isso porque devido à crescente incidência de males como ansiedade, estresse e depressão, muitos estão descontando todas as frustrações e problemas diários na comida e, conseqüentemente, ingerindo uma quantidade de alimentos bem maior do que organismo precisa para viver.

A fome é um dos instintos mais primitivos que existe, mas muitas pessoas acabam confundindo e não sabem diferenciá-la do desejo de comer. O médico gastroenterologista Bruno Sander, explica que a fome é definida como à sensação fisiológica que o corpo percebe quando necessita de alimento para manter suas atividades inerentes à vida. Além disso, ele acrescenta que a fome pode ser caracterizada por dois tipos: a fome física e a emocional. “A fome física é a necessidade fisiológica do nosso corpo em ingerir energia, já a fome emocional é um sentimento (desejo) por ingerirmos determinados tipos de alimentos, sem que necessariamente estejamos precisando”.

Ainda de acordo com especialista, a vontade de comer pode surgir principalmente por fatores emocionais relacionados a momentos de estresse, ansiedade, tristeza ou simplesmente pelas circunstâncias, como presença de alimento por perto ou uma oferta feita por alguém.

Por isso, não conseguir controlar a fome pode trazer malefícios. “Muitas pessoas comem mesmo sem fome por conta de determinadas emoções. Sinais como ganho de peso e o conhecido “efeito sanfona” são as principais consequências desta prática. Sensações como tristeza, raiva ou culpa não melhoram depois que comemos. Ao contrário, depois de comer demais para compensar estes sentimentos, vem a frustração e a sensação de fracasso”, alertou Bruno.

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Culpa

A vontade de comer que ultrapassa o limite aceitável e leva à obesidade é uma armadilha da qual é difícil sair. Ela gera um círculo vicioso de culpa e baixa auto-estima que pode fazer a pessoa se afundar cada vez mais no mar de alimentos. Isso tudo sem contar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta e colesterol que a obesidade acarreta. Para quebrar o círculo vicioso da comida, o médico garante que o tratamento ideal envolve uma equipe multidisciplinar que inclui médico, nutricionista e terapeuta. Tudo isso, claro, sem dispensar a atividade física.

Ele completa que é fundamental entendermos que, na maioria das vezes, o nosso corpo não precisa de tantas calorias quanto ingerimos. “Em média, o nosso metabolismo basal (quantidade mínima de energia e calorias necessárias para manter as funções vitais do organismo em repouso) é de cerca de 1,5mil a 2,5mil calorias por dia”.”

Fonte: Bruno Sander, médico endoscopista, especialista em gastroenterologia e tratamentos para a obesidade. É diretor clínico da Clínica  Sander, em Belo Horizonte.

Imagens: Reprodução.