• Cuidados no carnaval!

Olá Queridas!

A magreza excessiva volta ao cenário da moda 7 anos após a morte de modelos por anorexia. Até a über model Gisele Bündchen, desfilou uma silhueta extremamente enxuta no último SPFW.

apologia à magreza excessiva desfile-colcci-spfw-inv2014-49

Olhando as fotos da última edição do São Paulo Fashion Week, que aconteceu na semana passada, pude perceber que as modelos brasileiras estão mais magras que nas edições anteriores, ficando claro que a magreza excessiva voltou ao mundinho fashion, 7 anos após a morte de modelos, entre elas a da brasileira Ana Carolina em 2006.

Após a morte da modelo as principais agências de modelos do país se reuniram, em São Paulo, para discutir mudanças nas regras de contratação de suas profissionais. Uma das idéias em pauta é tornar obrigatória a avaliação médica periódica das modelos, que ateste saúde física e mental. (fonte)

A discussão sobre o assunto tomou corpo até que em 2010, a Comissão de Seguridade Social e Família aprovou  proposta para um projeto de lei determinando que as agências mantivessem profissionais para acompanhamento de seus modelos como endocrinologistas e psicólogos e realizassem exames semestrais nos mesmos. Além disso uma segunda proposta de lei exigia que as modelos tivessem índice de massa corporal mínimo (IMC) de 18,5 para desfilar, medida que afastaria das passarelas brasileiras, por exemplo, a modelo Alessandra Ambrósio. Esse índice é adotado como mínimo pela Semana de Moda de Madrid desde 2006. (fonte)

O projeto encontra-se arquivado até o momento, veja aqui.

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A top Alessandra Ambrósio tem sido citada nas revistas de moda como modelo de corpo perfeito.

A questão vai muito além da saúde das modelos em si. Pois estas se tornam exemplos e padrão de beleza para muitas mulheres, principalmente, as mais jovens como as adolescentes, criando uma imagem distorcida e nociva em seus subconscientes.

A busca pela magreza excessiva, na maioria dos casos, leva estas jovens a iniciar processos de emagrecimento a base de remédios como laxantes, de excesso de exercícios físicos, da privação de alimento (anorexia) e da bulimia (indução de vômitos).

Em março deste ano, a modelo Carol Magalhães deu uma entrevista à revista Marie Claire afirmando que não sofre de distúrbios alimentares e que se sente muito bem magra.
Em março deste ano, a modelo Carol Magalhães deu uma entrevista à revista Marie Claire afirmando que não sofre de distúrbios alimentares e que se sente muito bem magra.

Não tenho nada contra pessoas que são magras por natureza. Tenho amigas que são naturalmente muito magras e até se esforçam para engordar. O que eu acho triste é a apologia à magreza excessiva, levando mulheres e meninas a adoecerem corpo e alma em busca de uma imagem distorcida em que ossos e pele sem viço, tristeza e desânimo sejam tidos como padrão de beleza.

Fotos: reprodução.

3 Replies to “Apologia à magreza excessiva volta ao cenário da moda.”

  1. No meu modo de ver, este é um cenário triste. Há quem ache bonito, outros necessários (conforme a opinião da Isabella Fiorentino), mas é cruel ver e imaginar as meninas adoecendo para ter um corpo no qual mais parecem esqueletos passeando por ai.
    Abraços!
    Flávia Lopes http://www.perlavita.com.br

  2. Mulher que não tem carne tem osso, esses modelos deveriam ter um padrão de mostrar a mulher como "normal "de acordo com sua altura.

  3. O ''peso ideal'' para uma moça de mais de 1,70 é cerca de 10 a 12kg abaixo dos centímetros acima de 1 metro. Por exemplo, uma mulher de 1,72 é saudável pesando 62kg. Se for abaixo de 1,69 é recomendável que ela pese entre 6 e 8kgs abaixo dos centímetros acima de um metro. Essas modelos pesam entre 18 até 25kgs abaixo dos cm acima de 1m. A Giselle tem 1,81 e pesa 58kg = imc 17,70. Peso médio de mulher de baixa estatura.

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